Editorial

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Quando queremos falar sobre educação algumas questões nos vêm à mente:

- Quem tem afinal a obrigação, o dever ou o privilégio de educar?

- Quais são as finalidades da educação?

Se havemos de manter o equilíbrio ao falamos sobre este fascinante tema, temos de responder adequadamente a estas questões. Precisamos além disso nos desnudarmos dos “pré-conceitos”, idéias pré-concebidas e vaidades pessoais.

Educação é apaixonante mas implica em responsabilidades, quando tratada da maneira coerente tem levado nações ao apogeu, tem fortalecido exércitos, engrandecido homens; por outro lado o descaso de alguns pela educação conduziu à miséria milhares de pessoas, puniu inocentes e contribuiu para empobrecer muitos povos.

Assim sendo podemos mais um vezes perguntarmos:

- A quem pertence a nobre tarefa de educar ?

Tal excitante responsabilidade está presente em todas as formas de organizações humanas, encontramo-nas em todas as civilizações desde as mais primitivas, as medievais e até as atuais.

Podemos assim dizer que a educação é algo implícito ao ser humano, desta maneira seríamos ingênuos ao elegermos um responsável pela educação.

Antes, quanto mais refletimos, tanto mais percebemos que a educação para permanecer como um instrumento importante dentro de uma sociedade, e portanto se transformar em um objeto de aprimoramento do ser humano, precisa ser encarada como responsabilidade de todos, educadores, pais e alunos. Porém resta-nos ainda uma questão fundamental.

- Para que educamos ?

Ousamos afirmar que ao respondermos tal questão de maneira adequada estaremos caminhando a passos largos para que a afirmação de que “educar é aprimorar o ser humano” seja uma verdade.

Temos presenciado a educação sendo usada para manipular o comportamento dos incautos, fortalecer ideologias e obscurecer a realidade.

Desta forma se faz necessário que a educação habilite os nossos alunos a pensar, tomar decisões, respeitar os contrários, conhecer a si mesmo e aprender a aprender.

Diante do que consideramos até qui, sem naturalmente pretendermos esgotar tal assunto, cabe a nós tomarmos consciência do papel que cada um deve desempenhar. É necessário uma séria reflexão sobre os nossos objetivos e que tomemos ações definitivas para que possamos atingi-los.

Se mudarmos a nossa maneira de encarar a educação e passarmos a agir de forma a contribuirmos para enriquecê-la, certamente colheremos muitos benefícios; poderemos então dizer que estamos educando não apenas com finalidades imediatistas, mas estaremos educando para hoje, amanhã e para sempre.

Prof. Gilson Malta

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